O falso poeta

| 20/07/2015 | 0 Comentários

Ao poeta-

O criador de métricas
perdido no caos da rotina.

Cria na rotina das palavras
o embrutecido.

Rasga do olhar a cortina;
Emerge o que se esta presente
no despercebido.

Parindo na musicalidade dos versos
o ritmo dos andares perdidos.

A rima sonora que insistem,
as buzinas.

Os trajetos obstruídos no trânsito
da vida percorrem na tinta de suas
palavras os mais inesperados caminhos.

O marginal na rua duvida:
-Diante de tanta desgraça há de existir poesia na vida?

O poeta responde em seus versos.
Embora nem esteja tão certo,
Talvez nem mesmo saiba o curso.
Mas a dureza vista perturba-lhe em encalço
e o faz proferir no impulso:
-O poeta é um falso!

Categoria: Poesias

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