Menina-mulher

Há neste coração de menina-mulher doce distopia.
Carrega mais ainda na aorta a maré de possibilidades de rever esta no amanhã.
Falta-lhe o ventre da mamãe zelosa pra gritar ao alto. Ah…! O mais alto que puder!
Aí a menina do hoje já carrega a culpa da mulher que aprendeu a segurar chorinho de música…
É tão pequenininha mas cresceu em perna-de-pau andando feito mamulengo.

A menina não se fez entender, mas já cresceu o bastante e podia perceber.
Ela culpa o professor da escola:
Não lhe deu um sinal do que é loucura, um sinal do que é sanidade…
Não lhe deu a doçura da mentira, nem a amargura da verdade.

Nada lhe sobrou além de ser menina, além de ser mulher.

Categoria: Poesias

Sobre o(a) Autor(a) ()

Estudante de Filosofia (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE), tenho paixão pelo mundo. Busco conhecer a vida em seus mais íntimos aspectos: desde a origem do primeiro ser ao que está se desenvolvendo no imensurável circulo existencial. Prezo pela comunicação afetiva e verdadeira e, através de tais encantos, vivencio a Palavra em seus mais profundos aspectos, isto é, o conhecer e o comunicar.

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