A arte matemática

A maior descoberta na vida de um homem é a descoberta do método. Senão do melhor método, daquele que lhe é próprio. E ele o conduz ao fim de todos os métodos, que não pode ser outra coisa senão a sapiência. Mas um e outro, isto é, a sapiência e o método, não são em si a mesma coisa. Uma coisa é o saber, outra coisa é como se obtém o saber. O método é um caminho, seja ele uma investigação, uma técnica autocorrigível ou um e outro. Não há sapiência que não tenha sido alcançada sem uma ordem particular ou geral, analítica, axiomática, dedutiva, indutiva, silogistica, filosófica ou matemática.

Ainda é possível chegar ao mais grandioso de todos os métodos: o filosófico-artístico-matemático. Este é um desafio ao homem do saber. Em primeiro lugar, porque vai além dos nomes, das formas e dos números de modo que é nome, é forma, é número e nem o primeiro nem o segundo nem o terceiro. Aparentemente ele quebra a lógica discursiva fundamental, mas esta, senão de outra maneira, é reestruturada por tal método de resinificação corrigível artístico. O que isso quer dizer? Enquanto nome, uma coisa é um signo; na qualidade de número, tem ordem e grandeza; pela arte, pode ter significado direto ou não, ordem explícita ou não – uma coisa pode ser resinificada, ou melhor, veementemente significada. O maior erro de várias das sapiências foi, assim sendo, a ausência de compreensão de si como uma forma de investigação racional artística.

O homem sempre quis chegar na coisa, e dificilmente em uma coisa. Esta primeira foi, desde a antiguidade, entendida como uma unidade não-discursiva. Mas demasiadas discussões a rodeavam ratificando a incapacidade humana de compreender pontos e desmensuráveis sem seu desdobramento ético, retilíneo etc. O paradoxo sobre a unidade persegue as ciências, e o intelecto jamais o abarcou, exceto pelo proferir do coração; e este é o primeiro passo para a arte-filosófica-matemática.

Tags: , , ,

Categoria: Epistemologia, Filosofia, Filosofia da Ciência, Filosofia da Linguagem, Matemática

Sobre o(a) Autor(a) ()

Estudante de Filosofia (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE), tenho paixão pelo mundo. Busco conhecer a vida em seus mais íntimos aspectos: desde a origem do primeiro ser ao que está se desenvolvendo no imensurável circulo existencial. Prezo pela comunicação afetiva e verdadeira e, através de tais encantos, vivencio a Palavra em seus mais profundos aspectos, isto é, o conhecer e o comunicar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pular para a barra de ferramentas