O Dia em que a Terra quase parou

| 29/01/2016 | 0 Comentários

No Dia em que se só se vê morte,
Também há nascimento.

No dia de um “dilúvio na cidade”,
Há seca no Grande Sertão.
No dia que se noticia o “mau humano”,
Há de ter algum cidadão.

No dia em que alguns se encolhem,
Há desdobramento.
No dia em que pacientes entram em coma,
Há movimento.

No dia em que um Mundo acaba,
Estaremos dançando e conjecturando
Sobre o fim, o elo.

E ao nos encontrarmos, como um feto encontra seus pés,
Encontramo-nos: O Louco, O Sol, e O Escritor…
Em contemplação com o interior,
O verdadeiro Belo.

E como mais nada há
Senão perfeição,
Há nesse dia o silêncio
Para poder falar o coração.

Categoria: Artes e Letras, Poesias

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