Admirável Inimigo Novo

O primeiro inimigo foi o nazismo.
Só uma águia podia cravar as garras no globo.
Então, a partir da Normandia, ataquei-no
juntamente com o urso.
Destruí o país da águia alemã e dividi os pedaços
com a fera de aço russa.
Ainda sobrava a ilha do Sol nascente
e para destruí-la fiz explodir no céu
um pequeno artefato
mais brilhante do que mil sóis.

Depois vieram os soviéticos que revelaram as garras.
A guerra foi fria ficando mais
nas ameaças do que na ação.
Revoluções, golpes e conflitos marcaram o século XX.
Cansado do impasse armei os homens das estepes.
Algumas décadas mais tarde a bandeira vermelha
foi retirada de Moscou.

Quando pensei que o mundo era minha posse
meus aliados do Oriente decidiram me atacar.
Quando as duas torres foram destruídas
dirigi minha máquina bélica contra
a terra entre dois rios.

Fiz tudo isto em nome de GOD que é
um acrônimo de gold, oil and drugs.
Eu produzo muitas armas e não
quero que fiquem enferrujadas.

A cada inimigo derrotado
aumento a vigilância sobre o mundo
e na falta de adversários trato de criar um,
pois necessito de opositores para justificar minhas ações.

Sou o xerife do mundo, o maior defensor da liberdade
e da democracia e espalharei o medo até que
a Terra seja minha.

Categoria: Artes e Letras, Poesias

Sobre o(a) Autor(a) ()

Estudante de História (UFPE), tenho um grande interesse em estudar a humanidade e suas diversas facetas. Sou um ser mutável e busco não a perfeição, mas ser melhor a cada dia.

Comentários (4)

Trackback URL | Feed RSS dos Comentários

  1. Bruno Barreto Cordeiro Silva disse:

    Muito bom e muito bem ambientado cara, deu pra dar uma viajem no tempo legal

  2. Carolina disse:

    “Defendo a liberdade contanto que você concorde comigo”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 × cinco =

Pular para a barra de ferramentas