Você ainda sabe o que é Marxismo?

a-esfinge-gregaA pergunta pode soar “moleza” para o liberal médio Brasileiro, que provavelmente ainda leu algo sobre o infame movimento há dias (ou momentos) atrás. Mas ela esconde um aviso ao qual todos que se dispõem a entender algo do assunto deveriam prestar mais atenção.

Afinal, os Marxistas de hoje são aqueles mesmos arruaceiros políticos da Alemanha pós renascentista? São os mesmos carrancudos viciados em matar membros do partido, exilar famílias na sibéria e “problematizar” a economia? Falando dela, eles ainda tem sequer algo á ver com a Economia? Se você disse sim á todas as perguntas acima você está no mínimo um século atrasado.

O Fracasso generalizado das politicas econômicas socialistas não é novidade nenhuma. Essas mesmas politicas foram feitas em pó pelo Austríaco Ludwig von Mises antes ainda da Segunda Guerra Mundial (pasmem) em 1920. Também não é novidade que os professores e mestres nas escolas e universidades pararam há um bom tempo de falar sério em “revoluções proletárias”. Aliás, qual foi a ultima vez que você ouviu esse meio de ação, central na obra de Marx, sendo proposto seriamente como solução para os males da sociedade?

É fato: Marxistas, há muito, não dão a mínima para a economia capitalista e suas implicações. O que assusta é a quantidade assustadora de liberais que, mesmo após constatarem esse fato, continuam voltando, ad nauseam, no mesmo discurso de economia liberal que os Socialistas já conheciam, de cabo á rabo, desde muito antes da década de 90.

“Muito Antes” soou exagerado para nosso amigo Capitalista? 1960 está bom? Porque é exatamente quando, após estar provado o destino sombrio do velho marxismo, os “neomarxistas” estavam trabalhando á todo vapor na Escola de Frankfurt, para dar á luz ao monstro de ideologias mistas que hoje conhecemos como “Marxismo Cultural”.

Max Horkheimer e Theodor adorno

Max Horkheimer e Theodor adorno

O olhar aguçado pelo ódio a tudo o que está no lugar“. É assim que o diretor desta mesma escola, Max Horkheimer, definiu a nova guerra – que os Novos marxistas deveriam levar adiante. A Moral judaico-Cristã, o Direito Romano e a Filosofia Grega: Eis os novos inimigos, os opressores, Os subjugadores do espirito humano. O “ópio” diria Marx – quase prevendo os rumos que sua ideologia de infiltração e destruição metódica tomaria.

É por isso que um liberal sincero, afirmando os princípios básicos de qualquer economia e sociedade saudável, é em seguida ludibriado pelo discurso escorregadio e alternante de seu adversário. É claro: um dos lados sabe de todas as armas com o qual o outro esta lutando. E ainda pior: tem infinitas outras armas para subjuga-lo e engoli-lo ideologicamente sem nem precisar responder a uma questão que seja de Economia.

Também é fato conhecido que a esquerda cultural de hoje dispõe, além do apoio da grande mídia e dos corporativistas, de enxurradas babilônicas de dinheiro vindas direto dos bolsos de empresários capitalistas (George Soros, Ford Foundation, Rockefeller, etc…). Só isso já é o bastante para fazer qualquer liberal Capitalista parar para pensar de que lado ele está lutando. Mais ainda: Se ele sequer está lutando; ou se passou á defensor de um aspecto ínfimo da sociedade que seus adversários já engoliram á tempo.

O Estudante que se dedica á simples defesa de uma sociedade de economia Capitalista está, na mesma hora, reafirmando uma das maiores fontes de poder da esquerda mundial e desocupando todo os espaços que os Marxistas querem: A Família, A alta Cultura, A Língua, A religião; para em seguida Faze-los “caixa de ressonância para nossas teses” – nas palavras de Antonio Gramsci.

O militante das teses capitalistas, nesse momento, se torna inofensivo e útil para a esquerda, enquanto acredita estar destruindo-a. Repete-se, numa tragicomédia diária, o destino do Cavaleiro das Trevas, onde ele passa árduos meses se preparando para destruir o barulhento e chamativo Bane, e acaba com uma adaga cravada no peito por uma outra vilã – muito mais sutil e “civilizada” á primeira vista – Enquanto descobre que bane e sua revolução armada eram cartas á muito tempo fora do baralho.

Enganado e amedrontado ante o poder dessa esfinge, o jovem estudante se contenta á militar pelo braço monetário da esquerda, tornando-se seu servil defensor. É a imagem do povo de Israel que, lembrando-se da escravidão humilhante do Egito, diz apesar de tudo: Ao menos la tínhamos “pão até fartar”! O Liberal que deixa passar detalhe tão sutil, será em pouquíssimo tempo ludibriado e subjugado aos padrões e deformidades culturais da elite esquerdista. E por fim, esquecido da civilização que o deu o direito á liberdade de espírito, e, portanto, incapaz de exerce-la, dirá satisfeito: “Ao menos eles eram capitalistas!”.

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Categoria: Política

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Comentários (1)

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  1. administrador disse:

    Ainda se fala sim em revolução proletária, meu caro. Ano passado estive no CONEG da UNE, e era isto que mais se falava. Inclusive, eu era de certa forma discriminado por ter uma fala mais dita como “pós-moderna”, enquanto que eles se consideravam mais revolucionários, leninistas, stalinistas, maoistas… Existem ainda muitos partidos stalinistas, como o próprio PCR, que eu conheci diversos membros, inclusive, que pregam isto, o próprio MST prega isto, mas mais no campo rural, etc.Os comunistas dão a mínima sim para implicações econômicas, e pelo visto sendo sua influência maior o Olavo de Carvalho, que você praticamente parafraseia em seu texto, pode observar que o próprio afirma que, com influência do pensamento de Mises, a economia, o controle da economia não se poderia dar no campo do controle dos preços, pois a economia é fluida, mas, por outro lado, eles se utilizam da taxação, como no caso da Luciana Genro, por exemplo, que propõe a taxação das grandes fortunas, etc.

    Os comunistas não conhecem a economia liberal desde 90 não, o próprio Marx tira seu conceito de Mais-valia, do economista David Ricardo. E pouco importa ao neoliberalismo se se pregará uma revolução cultural, pois é mínima a importância com os valores, diferentemente de como o era com Locke, por exemplo, mas muitos atuais afirmam, “o capitalismo é um sistema econômico, e sistemas não tem valores, indivíduos tem valores”, ou seja, se grupos quiserem ser marxistas culturais pouco importa, até mesmo por se notar que inúmeros liberais adotam a mesma pauta cultural da esquerda, ou seja, seu apelo/discurso é natimorto. Marxismo cultural em 1960? Grande influenciador da Escola de Frankfurt foi Lukács, que já se reunia em 1918 em grupos de intelectuais marxistas em Budapeste. Walter Benjamin em 1936 já tinha uma obra sua muito importante já publicada, A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Adorno, das figuras maiores da Escola escreveu já, A ideia de História Natural, em 1932, e juntamente com o Horkheimer, em 1947, Escreveria o livro “marco inicial” da Escola, A dialética do esclarecimento. Além disso, senão todos, maioria dos membros da Escola eram judeus ou cristãos.

    O liberalismo quem destruiu os valores propriamente cristãos, no seu sentido neo, neoliberal. Ainda enquanto em Locke, se poderia falar deles, mas não com neoliberais, não estão nem aí, os próprios Rockefeller, por exemplo, no entendimento de seu doutrinador, qual seja, o Olavo de Carvalho, não são liberais, mas sim famílias dinásticas que se utilizam da esquerda para estatizar a economia e monopolizar o mercado, haja visto, como o próprio Mises afirma, que a economia não pode ser 100% estatal.

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