Os sem glória

Muito me apraze ouvir os sábios,
mas sábios não encontro na minha cidade;
não os descortino à minha volta,
e fico à mercê de meu próprio intelecto

Mas quão duro é viver no meio dos muitos,
e penoso poder falar mas não ser ouvida;
poder sentir, mas nunca comunicar o sentido

É tão sofrível quanto não possuir um pai
a guiar os pensamentos inocentes,
quando o genitor pouco ensina de virtudes
e, ao invés, nos manda às escolas

Às escolas onde sequer os professores
são sábios, senão que se encontram
desiluminados por seus tolos pais;
perdidos na sabedoria do mundo,
no salário dos sem glória.

Tags:

Categoria: Poesias

Sobre o(a) Autor(a) ()

Estudante de Filosofia (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE), tenho paixão pelo mundo. Busco conhecer a vida em seus mais íntimos aspectos: desde a origem do primeiro ser ao que está se desenvolvendo no imensurável circulo existencial. Prezo pela comunicação afetiva e verdadeira e, através de tais encantos, vivencio a Palavra em seus mais profundos aspectos, isto é, o conhecer e o comunicar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quatro × 1 =

Pular para a barra de ferramentas