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Nietzsche: Verdade e mentira no sentido extramoral

Nietzsche: Verdade e mentira no sentido extramoral

Em Verdade e mentira no sentido extramoral, a filosofia de Nietzsche é trágica, se opõe à idolatria da verdade e ao otimismo vazio dos modernos. Longe daquilo que pensa a tradição, seu enfoque é na vulnerabilidade do ser vivo, do homem sobretudo, que é aqui compreendido em sua fraqueza, em sua imanência, que há séculos […]

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Por que é improfícua a busca do filosofar sem a tradição (História da Filosofia)?

Por que é improfícua a busca do filosofar sem a tradição (História da Filosofia)?

Sobre isso, Aristóteles diz algo muito interessante: que a investigação sobre a verdade é, sob certa ótica, difícil, mas, sob outra, fácil. Isso porque, por um lado, ninguém sozinho consegue adquirir conhecimento de maneira significativa, embora todos, em conjunto, não falhem por completo. Por que não? Porque embora o que cada um individualmente afirme sobre […]

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O que significa “penso, logo sou”?

O que significa “penso, logo sou”?

| 28/04/2018 | 1 Comentário

1. Apresentação “Cogito, ergo sum” significa “penso, logo sou” [1]. Essa frase é de autoria do filósofo e matemático francês René Descartes (1596 – 1650). Na quarta parte da versão francesa de Discurso do Método (1637), essa sentença é formulada como “je pense, donc je suis” [2]; nesse sentido, “cogito ergo sum” é a sua […]

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A linguagem em Platão à luz de Arendt

A linguagem em Platão à luz de Arendt

| 26/07/2017 | 0 Comentários

Em A vida do Espirito, Hannah Arendt disserta (p. 90), se baseando na famosa Sétima Carta de Platão, sobre a visão do autor em relação à linguagem. Em geral, Platão escreve seus textos em forma de diálogos. Isso não parece se dar por acaso, já que, de acordo com Arendt, Platão crê que é possível […]

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A alma tirânica e os sonhos

A alma tirânica e os sonhos

Dizia o velho Platão que no sonho, mesmo entre os homens mais virtuosos, a razão adormece; e enquanto dorme, desperta a irascibilidade. O mesmo pensamento (ou ao menos o cerne dele) permanece ao longo dos séculos, continuadamente vivo entre os mais versados homens modernos sobre os sonhos, a maioria deles mencionados por Freud em sua […]

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Não há vida intelectual sem oração

Não há vida intelectual sem oração

Não há vida intelectual sem oração, ainda que em certo grau possa haver a erudição nos ímpios. Isso porque, como expressa São Máximo, a oração – e somente ela – separa o intelecto dos pensamentos, apresentando então a verdade integralmente desnuda. Para compreender a necessidade desse desnudamento, é preciso ter em mente duas coisas: a […]

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A angústia na filosofia heideggeriana

A angústia na filosofia heideggeriana

Na angústia o homem se sente estranho – todas as coisas e o próprio ser-aí afundam numa indiferença. Através dessa indiferença, o homem deixa de encontrar apoio no ente. Não há significação, não há projeto de ser, não resta nenhum consolo: o ente já não diz nada. A angústia, nesse sentido, inviabiliza que o ser-aí […]

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As paixões e o desejo na filosofia grega

As paixões e o desejo na filosofia grega

Em seu texto Os Gregos e o Desejo do Ser: Dos Préplatônicos a Aristóteles (Les Grecs et Le Désir de L’Être: Des préplatoniciens à Aristote), Jean Frére mostra o quão parcial e unilateral é limitar a filosofia grega aos seus aspectos racionais. Aliás, as influências da arte dionisíaca e dos heróis homéricos são testemunhas do […]

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Sócrates: a filosofia e seu ensino

Sócrates: a filosofia e seu ensino

Com Sócrates sendo condenado à morte, Kohan percebe que já nos primórdios da filosofia, seu ensino não tem lugar na pólis, pois, parece-lhe, o professor de filosofia não fala a linguagem oficial da cidade. Isso, provavelmente, porque nenhum cidadão comum mostra saber algo de valor, ainda que acredita saber sobre tal. O filósofo, por outro lado, se […]

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Qual a relação entre a crise da Metafísica e a vida?

Qual a relação entre a crise da Metafísica e a vida?

O fio condutor para relacionar a crise da Metafísica com a vida está na narrativa do Crepúsculo dos Ídolos, segundo a qual não é preciso dispor de forças reativas para teorizar em favor do declínio do suprassensível – para isso, de forma genealógica, basta narrar a própria história da Metafísica. Pois bem, segundo Nietzsche, ela começa com […]

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